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Identidade própria




A VIVENDA ACOMPANHA A FAMÍLIA HÁ MAIS DE 20 ANOS. NESSE PERÍODO
PASSOU POR EXPANSÕES E HOJE É O LOCAL DE GRANDES ENCONTROS



A HISTÓRIA DA CASA DE VERANEIO LOCALIZADA NO BREJAL, região
rural de Petrópolis, RJ, começa há duas décadas, quando o sítio foi
adquirido e o posicionamento de sua implantação foi escolhido. “A
morada foi realizada paralelamente com a chegada dos filhos, com
novas edificações criadas no decorrer dos anos como o anexo para
as brincadeiras infantis e, posteriormente, o espaço gourmet, próxi-
mo ao campo de futebol. Ela acompanhou a infância e a adoles-
cência e é ponto de encontro e referência dos amigos”, relata a
arquiteta Andrea Chicharo, da capital fluminense, proprietária e res-
ponsável pelo projeto.


UNIDADE NATURAL
A proposta de se distinguir pela rusticidade pode ser conferida
desde a fachada, com a criteriosa seleção dos materiais, como
pedra-madeira, emboço rústico e tijolos maciços arrematando o
parapeito das esquadrias de cedro. Andrea explica que optou pelos
elementos para dar à casa uma aparência integrada à natureza.
Outro recurso presente é a madeira que pode ser encontrada
na estrutura aparente do telhado e nos forros, feitos usando o tipo
cumaru, e nas tábuas de tatajuba nos pisos. Toda a cobertura foi
executada com telhas coloniais no tom claro. “Os ladrilhos hidráuli-
cos nos banheiros foram fundamentais para passar a sensação de
aconchego no contexto campestre”, afirma a arquiteta.
O uso do vidro atende outra preocupação do projeto, que era
ser arejado, com iluminação natural e ter espaços integrados. Assim,
além do uso do item translúcido e do pé-direito de 6 m, a profissio-
nal instalou as salas de estar e jantar próximas, comunicando-se entre
si e abertas para o jardim interno, que se interliga à cozinha. Andrea
explica que a divisão dos ambientes é feita pelas mudanças de nível
do piso de maneira dinâmica e funcional.





Com 330 m2 e dois pavimentos, a residência principal foi erguida
utilizando fundação de sapata com estrutura de concreto armado
e a incidência solar definiu a disposição dos setores, com a área ínti-
ma voltada em direção ao Norte, no lado direito, para que os qua-
tro quartos se beneficiarem do sol a maior parte do dia. À esquerda,
no segundo nível, mais reservada está a suíte do casal.
No térreo encontram-se os ambientes sociais com toda circula-
ção realizada em torno da área verde central. Com piso revestido de
granito cinza Corumbá e paredes pintadas diretamente sobre o embo-
ço, as amplas salas ficam logo à frente e são equipadas com lareira,
ideal para aquecer os espaços e favorecer o clima mas intimista, e
com vista privilegiada de onde é possível admirar a paisagem e o gra-
mado, agradando os que preferem os momentos contemplativos.




PARA O LAZER
A casa reserva vários atrativos para a diversão. Um pouco afas-
tado da edificação principal, a cerca de 200 m e com acesso por
meio de passarela, situa-se o anexo de churrasqueira com 110 m2
e
é equipado também com forno de pizza. No espaçoso setor gas-
tronômico são promovidos os encontros com os amigos, celebra-
ções e almoços especiais com os vizinhos. Apesar de ter sido cons-
truído depois, o local conserva a identidade da morada com o
emprego dos mesmos elementos, com exceção do uso das pasti-
lhas de mármore rústico que revestem o balcão e dão leveza. Por
estar próximo ao campo de futebol, existem ainda dois vestiários.
Outro complexo com 168 m2
concentra salas de jogos - com mesas
de sinuca e pingue-pongue -, de ginástica e sauna e está disposto na
área da piscina com 48 m2
(Portobello) e possui profundidades que variam de 0,40 m na parte rasa
e 1,40 m na mais funda, com borda de pedra-sabão e deque de ipê.
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. O modelo é revestido com cerâmica






Calmaria
serrana
PROJETO COM AR BUCÓLICO TRAZ PRIVACIDADE
E LAZER AOS MORADORES E VISITANTES
LOCALIZADA NO DISTRITO ECOLÓGICO DE ARARAS, EM PETRÓPOLIS, RJ,
região para quem busca tranquilidade na serra fluminense, a morada pro-
jetada pela arquiteta Bia Seiler em parceria com a Semont Engenharia, ambas
do Rio de Janeiro, RJ, combina perfeitamente com o ar bucólico e calmo
presente no local. Em um terreno de aproximadamente 15 mil m², a área
construída é de 356 m². A morada se divide em três partes: casa principal;
de madeira, que abriga a suíte do casal; e a de hóspedes, que serve para
as suítes dos filhos. “O projeto foi executado em etapas, levando em consi-
deração que os quartos deveriam estar separados das salas para maior pri-
vacidade e que a churrasqueira estaria dentro da edificação da sala, para
maior praticidade”, explica Bia.
Com o objetivo de ser uma casa linear, de fácil acesso, aconchegante
e voltada para o verde, o projeto foi feito na parte plana do terreno e focou
no perfil dos moradores, que são pessoas da cidade que querem um final
de semana tranquilo com os filhos e amigos. Na casa principal, que acolhe
sala de estar, cozinha, sala de jogos, churrasqueira e sauna, foi usada uma
grande viga de aço periférica para evitar pilares centrais. O telhado foi fei-
to em madeira cumaru com forro em lambri de peroba mica pintado de
branco. As telhas que cobrem a casa são do tipo canal.



Nas salas, a cerâmica de barro Lepri reveste o piso, enquanto
as paredes recebem tinta branco neve em acrílico fosco (Suvinil).
Grandes esquadrias em peroba mica, além do pé-direito de 6 m,
trazem ventilação e boa iluminação natural. “Toda a casa princi-
pal foi pensada para ser toda integrada como uma grande sala”.
As cores fazem o dialogo entre o externo e o interno. “Nas salas usa-
mos branco, já que a pedra e o tom do barro imperam. O verde da
viga de aço está em sintonia com o verde do jardim. Na churras-
queira, o laranja foi escolhido para realçar o bar de madeira de
demolição, juntamente com o revestimento cerâmico em tons tur-
quesa (Mosarte)”, conta Bia.
Já a parte que abriga a suíte do casal possui fundação direta
realizada com cintas de concreto e pilares de vigas de madeira sobre
elas. De acordo com Bia, esta casal é tipo paiol e foi idealizada pela
paisagista Sonia Infante, da Arteiro Paisagismo, de Petrópolis, RJ. “O
chalé tem 90 m² e foi elaborado para um casal ter sua privacidade
independente do resto da propriedade. O material usado foi madei-
ra de demolição antiga com fundação executada em alvenaria. A
cor natural da matéria-prima foi mantida e as cores das esquadrias,
portas e janelas foram escolhidas dos proprietários”, explica Sonia.
Pisos e paredes são deste mesmo material, tendo apenas o ladrilho
hidráulico colorido (Chão de Barro) em parte do chão do banheiro.


DO LADO DE FORA
Para o lazer, a piscina de 119 m² foi reformulada. Uma nova estru-
tura de concreto armado foi realizada com revestimento em cimen-
to e borda de azulejos (Luiz Salvador). O entorno recebeu granito
rústico. Sua profundidade varia de 1,40 m a 2,50 m e a água que a
abastece provém de sistema natural. “É a água do rio que desce na
cascata”, afirma Bia.
O paisagismo foi elaborado por Sonia para ser o mais natural
possível de acordo com as espécies tropicais da Mata Atlântica.
Embaixo do chalé, costelas-de-adão (Monstera deliciosa) formam
grandes maciços. No entorno da piscina, marcam presença heli-
cônias (Heliconia rostrata), pitospóros (Pittosporum tobira), árvores-
do-viajante (Ravenala madagascariensis), azaléias (Rhododendron
simsii), barbas-de-serpente na cor branca (Liriope muscari 'Variegata'),
palmeiras areca-bambu (Dypsis lutescens) e tamareira-das-caná-
SUÍTE DO CASAL 56 m2
rias (Phoenix canariensis), além de alamandas (Allamanda cathar-
tica) e agapantos (Agapanthus africanus), que trazem vida ao espa-
ço de divertimento. Para dar as boas-vindas, a entrada da estrada
foi feita uma alameda de alpínias (Alpinias Zerumbets) e antúrios
(Anthurium Andraeanum).




CONTEÚDO ADQUIRIDO DA REVISTA


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